Demorei, mas fiz!
Meu top 10 desse ano diferentemente do ano passado tem alguns cds do ano corrente e ano passado ao invés de cds de décadas atrás. Muitas banda legais ficaram de fora, mas top 10 só cabem dez né amizade, e com o lastfm que me ajudou a descobrir muitas bandas novas e boas só tornou a escolha mais difícil. Com a boa peneirada que dei só ficou a FINÉSSI da minha pasta música que transborda talento!
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In the future é o segundo disco do Black mountain e parece ser de outra época com "raízes fortemente fincadas nos anos 60 e 70". Essa foi uma das poucas bandas que não sabia MESMO o que esperar, nem sequer sabia que havia uma garota nela, mas depois de ouvir incontáveis vezes posso afirmar que In the future foi uma das melhores surpresas do ano.
Françoise Hardy é chique, é francês, é agradável, é bonito de se ver, de se ouvir, de ler. Françoise Hardy é classudo em todos os sentidos, é música pra sexo, pra elevador, pra arrumar a mala, pro ônibus de manhã, é harmonia! Le Premier Bonheur Du Jour é o segundo disco de Hardy lançado em 1963 e me surpreendeu positivamente já que a única coisa que escutei de música francesa se resumia a uma música ininteligível que escutava quando criança com uma mulher latindo. FRANÇUÁ foi o pontapé inicial para o meu pequeno interesse no francês que sempre repudiei. Francês é blasé? que blasé que nada!
Nunca tinha ouvido trip hop, menos ainda sabia do que se tratava e imaginava Portishead como The Chemical Brothers ou Prodigy. Third é um cd difícil de ser digerido e a primeira vez que o escutei confesso que estranhei tanta gente achar bom, mas gradativamente captei o algo mais do cd e embora eu já o tenha escutado várias vezes sempre me surpreendo com o fim súbito em Silence, sempre ouço linhas de guitarra em trechos que nunca tinha ouvido antes e é o cd onde sempre descubro algo diferente, todas as vezes.
Não conheço Acid Bath, Agents of oblivion tampouco Dax Riggs e continuei não sabendo quem é o quê, mas a banda formada por Tessie Brunet nas baquetas e Dax Riggs nas cordas e vocal, Deadboy & The Elephantmen eu conheço bem.
Deadboy & The Elephantmen, com esse nome bizarro tem um quê de Nirvana e é quase um White Stripes. Dax Riggs faz seu papel de homem da banda como Jack Branco faz em sua banda das listras brancas, já Tessie Brunet se mantém bem afinada nas canções, assim, com outro quêzinho de The Magic Numbers quebrando a sujeira toda. Recomendo atenção especial às canções Evil Friend e Misadventures Of Dope. Classe A.
Som
ebody joinedSomebody drowned!
O Asteroids foi inesperado, peguei uma revista musical na balada do meu aniversário e eu que na época estava em uma onda Duffy automaticamente me interessei. The Asteroids Galaxy Tour é um duo dinamarquês formado por Mette Lindberg, Lars Iversen e uma banda de apoio para tocar ao vivo. Apesar de ter apenas um cd, Fruit, já começaram bem abrindo shows para Amyzita e Katy Perry além de uma de suas canções, Around the Bend, virar tema de um comercial do Ipod. Mette Lindberg dona de uma voz infantil e estridente caiu nas minhas graças e está nos favoritos. É divertido do começo ao fim, sem nenhuma música ao tom de choro de perdedor.

Quando ouço Estelle me imagino entrando na dancefloor às 11 da noite e saindo às 8 da manhã e não seria uma má idéia se alguma balada fizesse um set especial da pretinha. Desde a 1ª vez que escutei Shine sabia que teria um lugar especial no meu top 10 anual e de fato teve. Shine é o segundo cd dela que conta com participações de Kanye West (American boy cês lembram né?), Will I.am e outros nomes poderosos. Atualmente ela está trabalhando no 3º álbum que tem previsão de lançamento para 2009 e o espero no top 10 do ano que vem. Estelle é muito molejo, galëre.

Bem óbvio que eles apareceriam por aqui. Depois de muita especulação a cerca desse projeto, TCV surgiu aos 45 do segundo tempo e entrou para a minha listinha do fim de ano. Uma banda composta por Dave Grohl, Jonh Paul Jones e Joshito soou como alguma coisa...(?) , aquela coisa que a gente acha que já ouviu antes em algum lugar, mas que não sabe o que é nem nunca ouviu daquele jeito antes, minhas congratulações para eles que fizeram um bom álbum e já chegaram MANDANDO VER por essas bandas.
Try to you make yourself completly duuuumb!
Black Drawing Chalks, banda goiana e a única banda brazuca da lista é divertida, dançante, talentosa e tem integrantes acessíveis e simpaticíssimos. Fizeram um show outro dia com Chuck do Forgotten boys executando uma de suas músicas, um tema do MQN maaas faltou um play no queens que confesso, esperava ansiosamente. Semelhança visual com Kings of Leon,“primos tupiniquins e mais a vontade do queens”apadrinhados por Chuck e com ilustrações realmente boas estampando seus trabalhos (que os próprios integrantes fazem no estúdio em que trabalham). Fica um repete one para My favorite way e um especialíssimo para aquele broto ali em Finding Another Road. Eu vou falar mais o quê, minha gente? TIETEI.
O Kyuss eu vou
te contar, te contar mesmo.“Seu tracklisting consiste de 3 suites de 15 minutos, contendo cada uma umas 3 músicas completas.”
No começo pensei que se tratasse de um engano e aliás, todos que escutaram Welcome to Sky Valley perguntaram se o meu cd estava com esse mesmo “defeito” (defeito esse que já tinha visto no Pink Floyd). Welcome to Sky Valley já não conta com Nick Olivieri em sua produção nem Brant Bjork que saiu no fim da turnê para integrar o Fu Manchu. Kyuss tão dançante em Odyssey, tão divertido em Lick Doo, tão intenso... Dizem que esse cd é o da morte do Kyuss, que morte abençoada, hã, minha faixa preferida fica com Space Cadet. Sem comentários adicionais.
Elliott foi o artista do ano, do meu ano. Elliott surgiu em uma época que eu estava com o humor bem defasado e pouquíssimo interesse social, o que colaborou totalmente com o clima de suas composições.
Meu primeiro l
ugar é um primeiro lugar duplo porque não posso falar de Elliott Smith falando de um só cd porque seria como aquela mãe que tem que escolher dentre seus filhos, o preferido, o que além de ser ética e moralmente incorreto é feio. Either/or é o terceiro álbum de Elliott e o segundo que ouvi, e From a Basem
ent on the Hill foi o sexto disco, lançado postumamente sua morte e o primeiro que ouvi. Pois bem, Elliott Smith conta com uma semelhança incrível com Nick Drake que não dá pra negar, nas composições, no multi-instrumentismo, nas circunstâncias de suas mortes, Nick com Pink Moon e Elliott com New Moon além de uma porção de outras coisas. Voltando ao Elliott, um disco quando é bom é bom em qualquer situação, mas o compositor e cantor Elliott Smith que apareceu na hora certa para os meus ouvidos não ganhou seu prêmio na cerimônia do Oscar em 1997, mas ganhou o primeiro lugar no meu top 10.







